Quando prestei vestibular para Jornalismo na UFS, eu não tinha idéia do tipo de gente que ia conhecer. Só fui descobrir o poço de egos exacerbados que era aquilo ali quando já estava ‘meio caminho andado’, então não tinha muito a ser feito, a não ser me limitar a fazer poucos e bons amigos e ficar longe do ‘perigo’. Foi o que aconteceu e hoje, ao me deparar com um texto publicado em um jornal da capital nesta segunda-feira, fiquei aliviada por não ter tido o desprazer de freqüentar o mesmo curso que esse tal de Igor Matheus, futuro coleguinha de ofício, que se diz músico (de quê mesmo? Não lembro de ter ouvido falar desse cara fazendo nada pela música sergipana, a não ser falar um monte de abobrinha sem fundamento).
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que não tenho formação profissional musical nenhuma, mas conheço música muito bem e na grande maioria das vezes, sei do que estou falando, então me permito errar de vez em quando. Vejam bem, não estou falando em opinião – essa sim, a gente tem que ter e expressar sempre – mas sim de crítica – que devemos ter muito cuidado ao externar e lógico, tendo algum conhecimento de causa, coisa que esse ilustre desconhecido ‘músico’ e estudante de jornalismo (tadinho, nem tem idéia do que o espera por aí...) não sabe o que é, mas nem de longe.
É onde entra aquela história do ‘ibope’, né...o cara tá se achando porque toda semana ele vira tema de discussão e é o centro das atenções no meio musical (será que ele acha que é músico por causa disso? :P). Mas não é por isso que esse monte de baboseira que ele insiste em escrever, deve ser lida e empurrada goela abaixo. Eu imagino que a Sibberia vá usar o famoso ‘direito de resposta’ muito bem, mas enquanto isso, no MEU blog eu tenho o direito de expressar as minhas opiniões, usando, claro, de muito senso moral e ético, aliás, como sempre fiz em relação ao meu trabalho.
Há um tempo, o tal do I.M. ganhou um espaço pra dizer o que pensa sobre a música sergipana (o que ele poderia ter feito num blog, né? Um desperdício de espaço com um monte de gente boa querendo escrever coisas legais, mas tudo bem...), só que em nenhuma dessas críticas, ele teve a intenção de apontar os defeitos (é claro que existem muitos no cenário musical sergipano) de forma construtiva. Pelo contrário, eu acho que a ‘fama’ distorceu completamente a capacidade do rapaz em desenvolver algo com consciência e transformou seus textos em tiroteios aleatórios, porém, muito, mas muito chatos MESMO! Ok, da primeira vez a gente engoliu e a polêmica até valeu pra ‘movimentar’ a galera e gerar um debate possivelmente saudável na música local. Mas já foi, já passou. Não tem mais graça e você perdeu totalmente a noção crítica de alguma coisa. Entendeu?
As ‘palavrinhas rebuscadas’ que ele coloca pra tentar impressionar (não sei a quem) são pretensiosas e já estão tão batidas, que em certo ponto, você começa a achar que está lendo a mesma coisa da semana passada (por sinal, parabéns a Henrique Teles pela inteligentíssima resposta à crítica feita a Maria Scombona). Só pra ilustrar tamanha bobagem:
“... mas mesmo assim se teria algo indubitavelmente superior a esse asteróide em rota de colisão com a paciência que ‘Imaginário’ insiste em ser...”. Paciência é algo que tem que ter e MUITA, pra ler seus textos, caro colega...
Mas enfim, eu não escrevo aqui o meu ‘desabafo’ pra dar mais importância a essa figura, que surgiu ‘não-sei-de-onde’ e vai ‘pra-não-sei-onde’, mas só pra expressar o quanto me incomoda o fato de que tem muita gente por aí escrevendo aleatoriamente. Sim, porque nesse texto gigante que li sobre a Sibberia, não achei nenhum argumento cabível para o amontoado de ‘bla blá blá’ que foi escrito. E olhe que ainda querem tirar o direito dos jornalistas a um diploma! Sei não o que vai ser da imprensa nacional, viu...
Então, assim como eu, sei que uma galera aí nunca ouviu falar do seu trabalho como músico, I.M. – embora o de futuro e pretensioso jornalista, a gente já tenha o desprazer de conferir semanalmente – e por isso, eu sugiro que você mostre de que forma pode contribuir para a música sergipana, porque afinal de contas, a gente quer ouvir algo que preste! :). Mostre o que sabe fazer e seja você também um alvo de críticas. Na música, claro, porque no jornalismo...bom, deixa pra lá.
No mais, um conselho de quem já está no mercado há um pouco mais de tempo que você: esqueça essa onda de querer ser um
‘cara polêmico que escreve sobre música de forma agressiva e usando palavrinhas difíceis pra chamar atenção’ e tente ganhar espaço de uma forma mais significativa. Todo mundo vai sair ganhando: você, que vai poder ter a oportunidade de fazer algo mais produtivo e construtivo e nós, pobres mortais cheios de defeitos, que não vamos mais ter que aturar essa sua missa chata toda semana. Porque ninguém merece, né?
AH, SIM!!! SÁBADO (30/08) TEM SHOW ESPECIAL DOS 10 ANOS DA SIBBERIA NA LIVE!! E QUEM NÃO VAI?? :)))