Quando prestei vestibular para Jornalismo na UFS, eu não tinha idéia do tipo de gente que ia conhecer. Só fui descobrir o poço de egos exacerbados que era aquilo ali quando já estava ‘meio caminho andado’, então não tinha muito a ser feito, a não ser me limitar a fazer poucos e bons amigos e ficar longe do ‘perigo’. Foi o que aconteceu e hoje, ao me deparar com um texto publicado em um jornal da capital nesta segunda-feira, fiquei aliviada por não ter tido o desprazer de freqüentar o mesmo curso que esse tal de Igor Matheus, futuro coleguinha de ofício, que se diz músico (de quê mesmo? Não lembro de ter ouvido falar desse cara fazendo nada pela música sergipana, a não ser falar um monte de abobrinha sem fundamento).
Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que não tenho formação profissional musical nenhuma, mas conheço música muito bem e na grande maioria das vezes, sei do que estou falando, então me permito errar de vez em quando. Vejam bem, não estou falando em opinião – essa sim, a gente tem que ter e expressar sempre – mas sim de crítica – que devemos ter muito cuidado ao externar e lógico, tendo algum conhecimento de causa, coisa que esse ilustre desconhecido ‘músico’ e estudante de jornalismo (tadinho, nem tem idéia do que o espera por aí...) não sabe o que é, mas nem de longe.
É onde entra aquela história do ‘ibope’, né...o cara tá se achando porque toda semana ele vira tema de discussão e é o centro das atenções no meio musical (será que ele acha que é músico por causa disso? :P). Mas não é por isso que esse monte de baboseira que ele insiste em escrever, deve ser lida e empurrada goela abaixo. Eu imagino que a Sibberia vá usar o famoso ‘direito de resposta’ muito bem, mas enquanto isso, no MEU blog eu tenho o direito de expressar as minhas opiniões, usando, claro, de muito senso moral e ético, aliás, como sempre fiz em relação ao meu trabalho.
Há um tempo, o tal do I.M. ganhou um espaço pra dizer o que pensa sobre a música sergipana (o que ele poderia ter feito num blog, né? Um desperdício de espaço com um monte de gente boa querendo escrever coisas legais, mas tudo bem...), só que em nenhuma dessas críticas, ele teve a intenção de apontar os defeitos (é claro que existem muitos no cenário musical sergipano) de forma construtiva. Pelo contrário, eu acho que a ‘fama’ distorceu completamente a capacidade do rapaz em desenvolver algo com consciência e transformou seus textos em tiroteios aleatórios, porém, muito, mas muito chatos MESMO! Ok, da primeira vez a gente engoliu e a polêmica até valeu pra ‘movimentar’ a galera e gerar um debate possivelmente saudável na música local. Mas já foi, já passou. Não tem mais graça e você perdeu totalmente a noção crítica de alguma coisa. Entendeu?
As ‘palavrinhas rebuscadas’ que ele coloca pra tentar impressionar (não sei a quem) são pretensiosas e já estão tão batidas, que em certo ponto, você começa a achar que está lendo a mesma coisa da semana passada (por sinal, parabéns a Henrique Teles pela inteligentíssima resposta à crítica feita a Maria Scombona). Só pra ilustrar tamanha bobagem: “... mas mesmo assim se teria algo indubitavelmente superior a esse asteróide em rota de colisão com a paciência que ‘Imaginário’ insiste em ser...”. Paciência é algo que tem que ter e MUITA, pra ler seus textos, caro colega...
Mas enfim, eu não escrevo aqui o meu ‘desabafo’ pra dar mais importância a essa figura, que surgiu ‘não-sei-de-onde’ e vai ‘pra-não-sei-onde’, mas só pra expressar o quanto me incomoda o fato de que tem muita gente por aí escrevendo aleatoriamente. Sim, porque nesse texto gigante que li sobre a Sibberia, não achei nenhum argumento cabível para o amontoado de ‘bla blá blá’ que foi escrito. E olhe que ainda querem tirar o direito dos jornalistas a um diploma! Sei não o que vai ser da imprensa nacional, viu...
Então, assim como eu, sei que uma galera aí nunca ouviu falar do seu trabalho como músico, I.M. – embora o de futuro e pretensioso jornalista, a gente já tenha o desprazer de conferir semanalmente – e por isso, eu sugiro que você mostre de que forma pode contribuir para a música sergipana, porque afinal de contas, a gente quer ouvir algo que preste! :). Mostre o que sabe fazer e seja você também um alvo de críticas. Na música, claro, porque no jornalismo...bom, deixa pra lá.
No mais, um conselho de quem já está no mercado há um pouco mais de tempo que você: esqueça essa onda de querer ser um ‘cara polêmico que escreve sobre música de forma agressiva e usando palavrinhas difíceis pra chamar atenção’ e tente ganhar espaço de uma forma mais significativa. Todo mundo vai sair ganhando: você, que vai poder ter a oportunidade de fazer algo mais produtivo e construtivo e nós, pobres mortais cheios de defeitos, que não vamos mais ter que aturar essa sua missa chata toda semana. Porque ninguém merece, né?
AH, SIM!!! SÁBADO (30/08) TEM SHOW ESPECIAL DOS 10 ANOS DA SIBBERIA NA LIVE!! E QUEM NÃO VAI?? :)))
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O Coringa é a alma de 'Batman - O Cavaleiro das Trevas'!
Ontem, finalmente, eu consegui ver Batman no cinema! Então, hoje eu quis vir aqui rapidão, enquanto minhas idéias ainda estão ‘frescas’ e escrever um pouquinho sobre essa grata surpresa. Não que eu não goste de Batman, pelo contrário, sempre me amarrei nos filmes da série e assisti a todos, mas o ‘Cavaleiro das Trevas’ se superou. E foi um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos.Na verdade, foi criada uma expectativa muito grande em torno do filme, por causa da elogiadíssima atuação de Heath Ledger (morto esse ano, com uma overdose de remédio) que vive o Coringa. E vou dizer: a Academia deveria fazer uma gracinha e dar a chance do cara ‘levar’ um Oscar póstumo. Porque ele merecia. Aliás, ele já merecia desde o seu caubói gay em Brokeback Mountain, quando levou pra tela dos cinemas uma das histórias de amor mais cheias de paixão que eu já vi. Mas querer esse reconhecimento dos velhos tradicionais e chatos que fazem a Academia seria pedir demais...
Mas enfim, o Coringa é a alma do filme. Ledger conseguiu dar uma vida tão real ao eterno inimigo do Batman, que em certo ponto do filme você começa a ter medo de um dia se bater com ele por aí. Sim, porque o Coringa é de verdade! Esqueça aquela caricatura interpretada por Jack Nicholson (também brilhante, diga-se de passagem). O ‘Joker moderno’ é mais frio ainda, não pensa duas vezes antes de matar um bebê, se for necessário, mas mesmo assim mantém a dose característica e ideal de humor (negro, é claro). Ele acredita piamente na maldade humana e tenta, a todo custo, provar que as pessoas são más por natureza, inclusive o próprio homem-morcego, que por um momento até acredita nisso e tenta ‘arranjar’ um herói de verdade para Gotham City. É o momento anti-herói do também excelente Christian Bale. É claro que a teoria do Coringa vai por água abaixo em um determinado ponto do filme, mas não dá pra contar aqui, né?
E ainda falando sobre a atuação de Ledger, o mais legal é que ele consegue fazer com que o filme se desprenda totalmente da história em quadrinhos sobre um super-herói e se transforme numa história violenta e real, sobre um assassino que mata com requintes de crueldade e um fora-da-lei, inclusive ‘procurado’ pela polícia, que faz justiça com as próprias mãos. E no final, você entende que a relação Batman-Coringa é essencial para a existência de ambos. Um não vive sem o outro e isso é determinante para o sentido na vida dos dois (o Coringa precisa matar, o Batman precisa salvar) e é claro, dá material para mais umas dez sequências. Se forem tão boas quanto essas, tá valendo...
Aplausos para o diretor Christopher Nolan, que dirigiu brilhantemente o filme e extraiu o melhor de cada um do elenco, que conta ainda com Morgan Freeman, Michel Cane e Gary Oldman (adoro!) na pele do Comissário Gordon. O roteiro também é muito bem escrito - te confunde o tempo todo - e os diálogos são inteligentes e afiadíssimos. Ah, tem o ‘charme’ da história da cicatriz do Coringa, que é contada pelo vilão em versões diferentes, mas nenhuma confirmada. Mas aí eu já falei demais :P Só conferindo pra saber...eu recomendo!
O site também é muito bom! Pelas imagens já dá pra ter uma idéia...e o visual do Coringa é de arrepiar!
http://thedarkknight.warnerbros.com/
terça-feira, 5 de agosto de 2008
O beijo!

Existem beijos que enlouquecem. Beijos que derrubam qualquer um. Beijos que nos fazem sonhar. Beijos que nos fazer querer mais. Beijos que nos trazem carinho. Beijos apaixonados, molhados, estalados...
Mas o melhor beijo do mundo é esse aí, que faz eu sentir o significado real da vida, dia após dia.
“Yes, it’s true...I live for you...”
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A força...
Uma das coisas mais legais da vida é poder descobrir algumas fontes de energia, de força extra com a qual você pode contar a qualquer momento. Não que eu não soubesse onde estava ou se poderia contar com ela ou não. Eu sei onde está, mas agora, mais do que nunca, tenho a certeza de que ela vai estar do meu lado sempre que eu precisar.
Às vezes as coisas simples da vida, as sensações mais deliciosas do dia-a-dia passam batidas, por causa do corre-corre, das obrigações, da vida mesmo...e aí, quando você pára um pouco, ou passa dois dias em casa depois de uma extração daquele dente que te incomoda há tempos, se sente feliz, porque no momento em que você estava super nervosa e com medo, tinha uma mão que apertava o seu pé e dava até pra imaginar aquela 'vozinha' dizendo: “tô aqui”.
E de repente, nada é tão assustador quanto parece. E a vida é tão mais simples do que a gente pensa.
Sem essa força, o vazio que eu estaria sentindo agora seria imensamente maior do que o vazio que o meu dente deixou :)
I’m so glad you’re here...
Às vezes as coisas simples da vida, as sensações mais deliciosas do dia-a-dia passam batidas, por causa do corre-corre, das obrigações, da vida mesmo...e aí, quando você pára um pouco, ou passa dois dias em casa depois de uma extração daquele dente que te incomoda há tempos, se sente feliz, porque no momento em que você estava super nervosa e com medo, tinha uma mão que apertava o seu pé e dava até pra imaginar aquela 'vozinha' dizendo: “tô aqui”.
E de repente, nada é tão assustador quanto parece. E a vida é tão mais simples do que a gente pensa.
Sem essa força, o vazio que eu estaria sentindo agora seria imensamente maior do que o vazio que o meu dente deixou :)
I’m so glad you’re here...
terça-feira, 1 de julho de 2008
Todo São João tem seu fim...

Até que enfim! Hoje é dia 1º de julho e eu me sinto como se tivesse conseguido me soltar das garras poderosas que me prenderam ao interminável mês de junho!
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu adoro o período junino. Gosto mesmo. Fui criada em meio a essas tradições todas: amendoim, canjica, milho, fogueira e fogos, muitos fogos! Desde pequena, meu pai me ensinou a soltar bombas e traques e já moleca, participava das guerras de “mijões” com os meninos da rua. Morava num beco sem saída (isso mesmo, depois da minha casa tinha um muro que encerrava a rua e dava num matagal) e todo ano a gente fechava o trecho, que se transformava num verdadeiro arraial, cheio de gente, com muita comida, forró (o autêntico, claro), fogos e quadrilha.
Ah, a quadrilha...ela era o meu sonho de consumo! Os maiores da turma se organizavam desde o começo do ano para ensaiar semanalmente até junho. Eu, como era da turma dos menores, não podia participar :( Tinha uma quadrilha mirim, mas eu queria mesmo era estar entre os grandes. Mais tarde, quando cresci mais, conquistei a tão sonhada vaga, mas aí não durou muito porque todo mundo cresceu demais e perdeu a graça. Mas ainda tive meus dois anos dourados dançando o xote :P As noites de São João daquela época com certeza fizeram minha infância mais feliz...
Mas os tempos mudaram. Eu cresci e parece que o São João também aqui em Sergipe. O pequeno estado vem brigando por uma vaga no pódio do “Melhor São João do País” ao lado dos já tradicionais de Campina Grande e Caruaru. E parece que vem conseguindo. Para isso, infelizmente, o mês de junho se transforma num período infinito pra mim. As tradições deram lugar a um verdadeiro festival de multidões ensandecidas que lotam qualquer lugar gigantesco pra assistir os shows de Aviões do Forró e em qualquer lugar que eu vá, sou obrigada a ouvir ‘Chupa que é de uva’ pelo menos 15 vezes. Fora aquelas festas insuportáveis de interior, que só fazem aumentar as estatísticas de acidentes de trânsitos nas rodovias.
Esse ano eu resolvi me enclausurar, aliás, como venho fazendo há muito tempo. Mas como toda regra tem sua exceção e tenho que admitir que o Forró Caju ainda salva o São João com atrações legais, fui dois dias no mercado ver qual era. O primeiro, pra ver Cordel do Fogo Encantado, que eu adoro e não perco nenhum show há quatro anos. Na véspera de São João, me deu um acesso de loucura e resolvi me enfiar numa multidão de 100 mil pessoas pra ver Zé Ramalho, que eu adoro. Se não fosse uma mesa comprada num bar fechado, com certeza isso não teria acontecido. Mas enfim, adorei os dois dias. Fora isso, a fogueira na porta de casa, com a família toda ao som de Luís Gonzaga, se fez presente no meu São João e é disso que eu gosto. Nada de ‘indústria junina’. Só a tradição mesmo...
Por falar em tradição, esse ano o mês de junho me trouxe MUITO trabalho. Toda essa badalação do São João me colocou, como jornalista, no olho do furacão! Tive que cobrir mil eventos e o pior: dos 30 longos dias de junho, só folguei um final de semana. O resto foi de trabalho e muito cansaço. Sim, mas voltando à tradição, esse trabalho todo também me trouxe uma surpresa muito grata. Ainda existe muita tradição por aí pelo interior e até aqui mesmo, na capital: as quadrilhas.
Como jornalista do Emsergipe.com, portal da TV Sergipe, percorri os interiores do Estado pra cobrir o concurso de quadrilhas ‘Levanta Poeira’, organizado pelo Núcleo de Produções Especiais da TV. O esquema era esse: chegar ao local às 17h, onde nove quadrilhas se apresentavam e chegar em casa por volta das 3h do outro dia. E claro, rotina de trabalho normal na redação. Eu era um zumbi.
Mas vou confessar uma coisa: nunca vi pessoas valorizarem tanto a nossa cultura como os componentes dessas quadrilhas. E diga-se de passagem, lindíssimas apresentações! Me emocionei em vários momentos, vendo a alegria daquele povo em estar ali, dançando com tanta energia, dedicação...e tudo isso com muito suor, pois como é de praxe, o que presta raramente tem seu devido valor aqui em Sergipe. Neguinho prefere pagar R$ 60 num camarote pra ver Calypso (que vem do Pará) do que ir a uma apresentação gratuita de quadrilhas. Então, vai na raça mesmo. E que raça! Esqueça aquelas quadrilhas de antigamente, com grande roda e xaxado. Isso tudo ainda existe, claro, mas com um glamour digno de escola de samba! Muito brilho, vestidos bordados com paetês, trocas de roupas no meio da dança e cenários montados com uma rapidez impressionante pelas equipes técnicas. Sim, existe isso em quadrilha.
Enfim, um verdadeiro desfile de tradição, em meio a um São João onde músicas pornográficas e dançarinas seminuas tomam conta. Trabalhei muito, mas valeu a pena ver o resultado final desse trabalho. Fiquei feliz em saber que ainda posso achar por aqui um pouquinho daqueles festejos da minha infância, com direito a quadrilha e tudo!
Mas nem se anime. Como é normal em Aracaju e no Brasil, findado o São João, é hora de começar a pensar no carnaval...e haja ouvido!!
Pra quem quiser conhecer mais sobre o Levanta Poeira:
http://emsergipe.globo.com/hotsites/levantapoeira/noticias.asp
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu adoro o período junino. Gosto mesmo. Fui criada em meio a essas tradições todas: amendoim, canjica, milho, fogueira e fogos, muitos fogos! Desde pequena, meu pai me ensinou a soltar bombas e traques e já moleca, participava das guerras de “mijões” com os meninos da rua. Morava num beco sem saída (isso mesmo, depois da minha casa tinha um muro que encerrava a rua e dava num matagal) e todo ano a gente fechava o trecho, que se transformava num verdadeiro arraial, cheio de gente, com muita comida, forró (o autêntico, claro), fogos e quadrilha.
Ah, a quadrilha...ela era o meu sonho de consumo! Os maiores da turma se organizavam desde o começo do ano para ensaiar semanalmente até junho. Eu, como era da turma dos menores, não podia participar :( Tinha uma quadrilha mirim, mas eu queria mesmo era estar entre os grandes. Mais tarde, quando cresci mais, conquistei a tão sonhada vaga, mas aí não durou muito porque todo mundo cresceu demais e perdeu a graça. Mas ainda tive meus dois anos dourados dançando o xote :P As noites de São João daquela época com certeza fizeram minha infância mais feliz...
Mas os tempos mudaram. Eu cresci e parece que o São João também aqui em Sergipe. O pequeno estado vem brigando por uma vaga no pódio do “Melhor São João do País” ao lado dos já tradicionais de Campina Grande e Caruaru. E parece que vem conseguindo. Para isso, infelizmente, o mês de junho se transforma num período infinito pra mim. As tradições deram lugar a um verdadeiro festival de multidões ensandecidas que lotam qualquer lugar gigantesco pra assistir os shows de Aviões do Forró e em qualquer lugar que eu vá, sou obrigada a ouvir ‘Chupa que é de uva’ pelo menos 15 vezes. Fora aquelas festas insuportáveis de interior, que só fazem aumentar as estatísticas de acidentes de trânsitos nas rodovias.
Esse ano eu resolvi me enclausurar, aliás, como venho fazendo há muito tempo. Mas como toda regra tem sua exceção e tenho que admitir que o Forró Caju ainda salva o São João com atrações legais, fui dois dias no mercado ver qual era. O primeiro, pra ver Cordel do Fogo Encantado, que eu adoro e não perco nenhum show há quatro anos. Na véspera de São João, me deu um acesso de loucura e resolvi me enfiar numa multidão de 100 mil pessoas pra ver Zé Ramalho, que eu adoro. Se não fosse uma mesa comprada num bar fechado, com certeza isso não teria acontecido. Mas enfim, adorei os dois dias. Fora isso, a fogueira na porta de casa, com a família toda ao som de Luís Gonzaga, se fez presente no meu São João e é disso que eu gosto. Nada de ‘indústria junina’. Só a tradição mesmo...
Por falar em tradição, esse ano o mês de junho me trouxe MUITO trabalho. Toda essa badalação do São João me colocou, como jornalista, no olho do furacão! Tive que cobrir mil eventos e o pior: dos 30 longos dias de junho, só folguei um final de semana. O resto foi de trabalho e muito cansaço. Sim, mas voltando à tradição, esse trabalho todo também me trouxe uma surpresa muito grata. Ainda existe muita tradição por aí pelo interior e até aqui mesmo, na capital: as quadrilhas.
Como jornalista do Emsergipe.com, portal da TV Sergipe, percorri os interiores do Estado pra cobrir o concurso de quadrilhas ‘Levanta Poeira’, organizado pelo Núcleo de Produções Especiais da TV. O esquema era esse: chegar ao local às 17h, onde nove quadrilhas se apresentavam e chegar em casa por volta das 3h do outro dia. E claro, rotina de trabalho normal na redação. Eu era um zumbi.
Mas vou confessar uma coisa: nunca vi pessoas valorizarem tanto a nossa cultura como os componentes dessas quadrilhas. E diga-se de passagem, lindíssimas apresentações! Me emocionei em vários momentos, vendo a alegria daquele povo em estar ali, dançando com tanta energia, dedicação...e tudo isso com muito suor, pois como é de praxe, o que presta raramente tem seu devido valor aqui em Sergipe. Neguinho prefere pagar R$ 60 num camarote pra ver Calypso (que vem do Pará) do que ir a uma apresentação gratuita de quadrilhas. Então, vai na raça mesmo. E que raça! Esqueça aquelas quadrilhas de antigamente, com grande roda e xaxado. Isso tudo ainda existe, claro, mas com um glamour digno de escola de samba! Muito brilho, vestidos bordados com paetês, trocas de roupas no meio da dança e cenários montados com uma rapidez impressionante pelas equipes técnicas. Sim, existe isso em quadrilha.
Enfim, um verdadeiro desfile de tradição, em meio a um São João onde músicas pornográficas e dançarinas seminuas tomam conta. Trabalhei muito, mas valeu a pena ver o resultado final desse trabalho. Fiquei feliz em saber que ainda posso achar por aqui um pouquinho daqueles festejos da minha infância, com direito a quadrilha e tudo!
Mas nem se anime. Como é normal em Aracaju e no Brasil, findado o São João, é hora de começar a pensar no carnaval...e haja ouvido!!
Pra quem quiser conhecer mais sobre o Levanta Poeira:
http://emsergipe.globo.com/hotsites/levantapoeira/noticias.asp
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Quero ser Highlander*!
Poucas coisas me apavoram tanto quanto a morte. Falo mesmo, sem vergonha nenhuma, que ela me dá medo, me assusta, me incomoda. Aliás, não gosto nem de pensar que vou morrer um dia, ou que as pessoas que eu amo também vão. Os ‘seres evoluídos’ que me perdoem, mas aquele papo de que ‘você não vai morrer, vai renascer para outra vida’ o cacete! Quero é viver muito essa vida que me foi dada...essa aqui, onde eu posso acordar todos os dias e olhar pro rostinho lindo da minha filha, acompanhar o crescimento dela, escutar muita música, viajar muito, sair pra bater papo com as amigas, sorrir, amar, ser amada...e como eu poderia fazer isso tudo, sentir todas essas sensações, estando a sete palmos do chão?? Nem pensar!Todo mundo diz que a morte é um ‘fenômeno natural’, mas eu me pergunto se é normal, que a mãe tenha que enterrar um filho. Essa é a ordem natural das coisas? Se for, é muito injusta!
Mas eu acho que todo mundo deveria ter um pouquinho de medo da morte, pra dar mais valor à vida, sem ter que precisar estar de frente a frente com ela em algum determinado momento. Recentemente, passei por uma experiência péssima e tive que lidar com o fato de que a morte está sempre nos rondando, mais perto e com mais freqüência do que eu imaginava. E me senti apavorada, triste, impotente. Descobri que, além do medo, eu não tenho nenhuma capacidade de assimilar a morte como uma coisa natural, mas como algo que fere, que interrompe. É claro que ninguém vive pra sempre, mas às vezes eu me pego pensando que eu quero ir antes de todo mundo que eu amo, pra não ter que passar pela dor da perda.
E é uma pena que, pra gente aprender a dar valor à nossa casa aqui na terra, que é o nosso corpo, tenha que, muitas vezes, parar pra refletir sobre isso. Sobre a morte. Eu, particularmente, não acho nada esperto subestimar o poder dela, que parece estar só esperando uma oportunidade pra ‘atacar’. Além do mais, é muito difícil se acostumar à falta. Eu nunca perdi ninguém próximo, então não sei como deve ser, mas imagino...
É por isso que eu acho que embora a gente não possa evitar o inevitável, é possível pelo menos adiar. Porque o pior tipo de morte é aquela que é avisada por nós, a que vê a gente dando sopa por aí e sai puxando pelo pé. Com essa eu não quero ir nunca!
Então, pessoal, se cuidem. Cuidado com os excessos, com as sobras, com a falta de senso, porque a morte pede carona mesmo e muitas vezes, a opção de deixar ela entrar no banco de trás do seu carro é sua. E a responsabilidade e conseqüência dos seus atos acabam sendo suas também.
*Highlander – guerreiro escocês imortal, personagem famoso do cinema na década de 80, interpretado pelo ator Christopher Lambert.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Shine a light on me...

A vida segue mesmo rumos engraçados. Nem sempre bons. Nem sempre ruins. Mas inusitados. Nunca fiz questão de uma vida de certezas. Nunca me importei em seguir padrão nenhum. Sempre fiz o que quis, como quis e quando quis...nem sempre da maneira certa, mas era a MINHA maneira. Chorei muito, ri demais, machuquei gente, me machuquei feio. Sempre caí. Sempre levantei.
Mas o mais legal da vida, é que um dia você acorda e percebe que nem tudo dura pra sempre (algumas coisas duram sim!), nada é por acaso, merdas acontecem, mas você é totalmente capaz de ‘limpar tudo’. Aos trancos e barrancos, você vai ajeitando as coisas, recolhendo os pedaços e colando tudo de novo. A vida se renova. Às vezes demora mais, às vezes menos. Antigos valores voltam à tona e de repente você se vê fazendo coisas que há muito não fazia...e não consegue lembrar por que tinha parado de fazer! Você aprende a apreciar a calma, a tranqüilidade. Aprende a diminuir o ritmo e a se sentir única com um gesto de carinho. Aprende a sentir paz, aprende a corresponder, a compartilhar. A amar.
A vida é difícil, mas viver é incrível, porque te dá a oportunidade de ter várias chances e de escolher como usar cada uma delas. Pro bem ou pro mal, a vida acaba se transformando naquilo que a gente quer. Então, não tem que ter medo dela. Cuidado sim, medo não. E a cada minuto da minha vida que passa, tenho mais vontade de saber como vou lidar com as peças que ela me prega. Cada ‘episódio’ é aguardado ansiosamente e ao mesmo tempo, muitos momentos são curtidos a passos miúdos...na esperança de que durem pra sempre. E pensando nisso, me lembrei de uma música (claro) do Travis pra encerrar meus devaneios de fim de expediente...”Indefinitely”....
"…Shine a light on me, so that everyone can see that I wanna stay here, indefinitely...Time exists but just on your wrist, so don’t panic. Moments last and lifetimes are lost in a day, so wind your watches down please, ‘cos there is no time to lose. And I’m gonna stay here, indefinitely...And I wanna stay here, so just let me be…”
E é aqui que eu quero ficar…indefinitivamente! Sem tempo a perder e com todos os holofotes da vida em mim! :)
Mas o mais legal da vida, é que um dia você acorda e percebe que nem tudo dura pra sempre (algumas coisas duram sim!), nada é por acaso, merdas acontecem, mas você é totalmente capaz de ‘limpar tudo’. Aos trancos e barrancos, você vai ajeitando as coisas, recolhendo os pedaços e colando tudo de novo. A vida se renova. Às vezes demora mais, às vezes menos. Antigos valores voltam à tona e de repente você se vê fazendo coisas que há muito não fazia...e não consegue lembrar por que tinha parado de fazer! Você aprende a apreciar a calma, a tranqüilidade. Aprende a diminuir o ritmo e a se sentir única com um gesto de carinho. Aprende a sentir paz, aprende a corresponder, a compartilhar. A amar.
A vida é difícil, mas viver é incrível, porque te dá a oportunidade de ter várias chances e de escolher como usar cada uma delas. Pro bem ou pro mal, a vida acaba se transformando naquilo que a gente quer. Então, não tem que ter medo dela. Cuidado sim, medo não. E a cada minuto da minha vida que passa, tenho mais vontade de saber como vou lidar com as peças que ela me prega. Cada ‘episódio’ é aguardado ansiosamente e ao mesmo tempo, muitos momentos são curtidos a passos miúdos...na esperança de que durem pra sempre. E pensando nisso, me lembrei de uma música (claro) do Travis pra encerrar meus devaneios de fim de expediente...”Indefinitely”....
"…Shine a light on me, so that everyone can see that I wanna stay here, indefinitely...Time exists but just on your wrist, so don’t panic. Moments last and lifetimes are lost in a day, so wind your watches down please, ‘cos there is no time to lose. And I’m gonna stay here, indefinitely...And I wanna stay here, so just let me be…”
E é aqui que eu quero ficar…indefinitivamente! Sem tempo a perder e com todos os holofotes da vida em mim! :)
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