sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mais um 11/9 ....





Há oito anos eu sempre escrevo alguma coisa no dia 11/9....há oito anos eu estava no olho do furacão. Foi difícil, mas também foi um aprendizado morar lá bem nessa época. Então, esse ano vou fazer diferente...não vou escrever nada. Vou postar umas fotos do meu retorno sete anos depois. Exatamente no dia 11/9/2008, eu cheguei nos EUA, mais precisamente em NYC. Loucura pegar um avião nesse dia? Pode ser...pra mim foi mesmo um exorcismo :P E foi uma 'temporada' inesquecível...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/09: É HOJE!!!!


Em 9/9/9, Beatles entram para o século XXI



Game dos Beatles tem venda à meia-noite nos EUA





E TAMBÉM:

Yoko Ono diz que catálogo dos Beatles será lançado no iTunes nesta quarta


SE É UM DIA CABALÍSTICO OU NÃO, EU NÃO SEI...SÓ SEI QUE É UM DIA BEATLE DEMAIS!!!


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estamos carentes de música e de prêmios...

Podem falar o que quiser dos americanos, mas é fato: os caras sabem fazer ‘eventos musicais’ como ninguém! Eles seguem o cronograma, o ‘timing’ é sempre certo, o som nunca falha, a transmissão é perfeita e no final, acaba tudo como uma grande super produção.

No Brasil, infelizmente, ainda falta muito pra chegar nesse nível. Ontem, enquanto assistia o Prêmio Multishow de Música, um evento que já acontece há 16 anos, eu me perguntava: “Com esse tempo todo, não era pra coisa ter evoluído?”. Bom, se era, não foi o que aconteceu. O show estava confuso, cheio de falhas, os artistas que apresentaram os prêmios pareciam não ter ensaiado, os microfones não funcionavam direito e as apresentações musicais foram bem ruinzinhas. Acho que a mudança da casa do espetáculo, que antes acontecia no Teatro Municipal, não ajudou muito. O Citibank Hall é um lugar muito espaçado e ficou meio vazio, sem aquele ‘glamour’, que toda entrega de prêmio pede.

Mas achei que os problemas se concentraram mesmo na parte técnica e produção. Os apresentadores Edgar e Didi são sempre ótimos e já fazem isso há muito tempo, mas foi inadmissível ela entrar com a Pitty ao vivo no tapete vermelho e não saber se ela estava concorrendo ou não a algum prêmio. Era o básico, né? Também achei a apresentação da Fernanda Torres – sou fã, viu? – bem morna, parecia que ela não estava à vontade ali.

Os bons momentos existiram, lógico. Muito legal ver a Ivete com seu barrigão cantando com o Zeca Pagodinho; o show do D2 com Seu Jorge; teve também o Little Joy, considerada a atração internacional da noite e a merecida homenagem a Rita Lee - mesmo com aquele discurso sem noção e o bate-papo infantil de quase meia hora que ela bateu com a neta antes de subir no palco. A produção deve ter ficado louca! Achei ótimo terem colocado uma roqueira da nova geração como a Pitty para cantar suas músicas...uma pena que o som tava péssimo, assim como a voz dela.

Também foi super legal o prêmio TV Zé, com as paródias dos internautas para suas músicas favoritas e o ‘Prêmio Iniciativa’, dado às bandas que inovam na hora de divulgar seu trabalho, através de todo tipo de mídia. Isso é muito importante porque aproxima o artista do seu público e abre um leque de opções pra quem gosta de música poder aproveitar o que ela tem de melhor a oferecer.

Só que no final, o que mais me decepcionou foi a falta de grandes vencedores e revelações. Foi tudo muito repetido, as mesmas bandas, os mesmos vencedores de sempre...aqueles grupinhos emo detestáveis, NX Zero, Fresno, blá blá...gente, não dá pra ouvir uma música desses caras nem por dez segundos! Porra, elas são sempre IGUAIS, com letras chatas e arranjos medíocres. Fico pensando no quanto que o Brasil ainda é pobre musicalmente, sabe...eu não falo da música que foi feita há 30, 40 anos atrás. Falo de hoje em dia, de como a gente é carente de coisas novas que realmente valham a pena, que mostrem o quanto que podemos ser bons. Mas não. Salvo raras exceções, o que vemos e ouvimos é uma enxurrada de bandinhas no mesmo formato, com as mesmas músicas, as mesmas caras. Foi isso que vi no Multishow ontem e – mais do que os problemas ‘operacionais’ – o que mais me chamou a atenção. Uma pena.

Os vencedores da noite:

Melhor DVD - Marisa Monte, por "Infinito ao meu redor"
Melhor instrumentista - Deborah Teicher, da Banda Scracho
Melhor show - "Multishow ao vivo", Capital Inicial
Revelação - Banda Cine
Melhor música - "Amado", de Vanessa da Mata
Melhor cantora - Marisa Monte
Melhor CD - "Agora", Nx Zero
Prêmio iniciativa - Skank
Melhor cantor - Seu Jorge
Melhor clipe - "Ainda gosto dela", Skank
Melhor grupo - Fresno
Categoria TV Zé (vídeos da audiência) - "Dalila", de Ivete Sangalo, por Kadu Gauer

domingo, 9 de agosto de 2009

'Meu pai, meu herói...' :))

Minha mãe costuma contar que quando eu nasci, meu pai estava certo de que viria um menino – naquela época ainda não tínhamos os aparelhinhos mágicos que já matam a curiosidade dos pais logo nos primeiros meses de gestação. Mas aí, eu cheguei.... e desde que me entendo por gente, a minha ligação com esse ser humano incrível que é o meu pai, só cresceu.

Lá em casa somos só eu e meu irmão, uma família relativamente pequena, mas que tem uma força impressionante. Somos uma rocha...ali, os quatro, sempre unidos, não importa o que aconteça. E foi ele – junto com minha mãe – que ensinou, criou e reforçou esse conceito de família. Meu pai é único, um adorável paradoxo. Ele é um cabeça-dura na maioria das vezes, mas basta uma palavra de carinho pra que ele ‘pense melhor’. É um ‘bruto’, como dizem por aí, mas adora um afago e vive pedindo pra gente ‘coçar suas costas’. É machão, mas adora se deixar levar pela minha mãe. Vive reclamando de Lennon – nosso cachorro – mas basta o pobre chegar perto, que ele já faz um carinho – do jeito dele, né..mão pesada batendo na cabeça :P. Apesar das dificuldades da vida, está sempre disposto a ajuda, a se sacrificar pela gente. Quando descobri que estava grávida, lembro que estava tão nervosa, mas quando contei, ele abriu um sorriso que nunca vou esquecer e pela terceira vez na minha vida, vi aquele homenzarrão chorar como um bebê – a primeira foi quando passei no vestibular e a segunda quando me formei.

Ele me passou valores de moral, educação e de vida eternos. Uma das coisas mais incríveis que eu sempre achei, é que ele nunca mandou na gente. Quero dizer, é claro que ele dava suas ordens, mas em se tratando de decisões importantes, sempre dava a sua opinião. Ele nunca impôs nada pra mim ou meu irmão... dizia o que achava e muitas vezes, mais do que ele pensa, eu acatava. E tenho orgulho em dizer que nenhum dos dois nunca desrespeitou meus pais. E não lembro o dia em que brigamos ou deixamos de nos falar. Acho que isso nunca aconteceu lá em casa.

Tudo que sou hoje devo à formação que tive, à criação que meus pais me deram. É por isso que eu sempre penso que ele é a minha metade. Minha mãe é a outra. O que há de melhor em mim, foram eles que me deram e por isso são minhas almas gêmeas. Eu passei a vida vendo meu pai carregar a família nas costas, em toda e qualquer situação, lá estava ele, fazendo o melhor que podia o tempo todo. E o resultado é esse: uma família que se cuida, se admira, que quer sempre estar junta, perto um do outro.

Eu cresci amando loucamente Rubisney e tendo cada vez mais certeza da importância paterna na vida de uma pessoa. E tive muita sorte, pois sou rodeada delas. Tenho o privilégio de assistir de camarote, dia após dia, demonstrações lindas de amor, de figuras fantásticas ao meu redor...do meu pai, dos meus avôs, tios, do pai da minha filha e de Deh, claro :). Tenho a certeza que todas essas pessoas dão a sua parcela de contribuição para um mundo melhor, porque criam e criaram seres humanos maravilhosos.

Hoje, tenho a alegria e o orgulho de dizer que sou o que sou por causa dele. E no seu dia, mais uma vez, quem ganha o presente sou eu: meu pai de nome esquisito, que conquistou e conquista tantos amigos, um homem com um carisma peculiar, tão querido por todos à sua volta e amado pela sua família, o quarteto fantástico! :)

E eu sei que é clichê, mas não existe outra frase pra terminar a minha homenagem melosa nesse segundo domingo de agosto: ‘meu pai é sim, o melhor do mundo!’. E tenho dito!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O MEU SONHO NÃO ACABOU!!!

HOJE MEU CORAÇÃO BEATLEMANÍACO, FINALMENTE, SOSSEGOU!! AS DATAS DOS SHOWS DO PAUL NO BRASIL JÁ FORAM DIVULGADAS E PARA MEU DELÍRIO, ELE SE APRESENTA NO MARACANÃ, RIO!!! É MUITA FELICIDADE PRA UMA FÃ QUE PASSOU A VIDA ESPERANDO ESSE DIA: 16 DE ABRIL DE 2010!

HOJE EU VOU DORMIR MAIS FELIZ DO QUE NUNCA...PORQUE EU VOU VER UM BEATLE!!!



OS SHOWS DE SIR PAUL NO BRASIL:

16 DE ABRIL DE 2010: MARACANÃ, RIO

18 DE ABRIL DE 2010: MORUMBI, SÃO PAULO

21 DE ABRIL DE 2010: ESPLANDA DOS MINISTÉRIO, BRASÍLIA

Mais informações: http://www.songkick.com/artists/300543-paul-mccartney/calendar

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O barulho bom do Oasis e seu novo‘Dig Out Your Soul’


Minha paixão pelo Oasis sempre foi declarada e rasgada. Adoro os caras, tenho todos os discos e acompanho a carreira deles com a esperança de que o ‘ódio mortal’ – pra mim é puro marketing – entre os irmãos não destrua o ótimo som que a banda faz, pelo contrário, que essa ira só ajude a galera a fazer discos cada vez melhores :P, como foi o caso do ‘Dig Out Your Soul’ – até parece que a briga e desarmonia em família foram as maiores contribuições para integração e o ápice da maturidade musical da banda. Bom, eu sei que tô atrasada, porque o disco saiu em 2008, mas só agora escutei na íntegra, com paciência e atenção. E como eu já previa, achei fantástico! Até o Liam resolveu sair do seu pedestal e se arriscar em algumas composições, com ‘I’m Outta Time’, embora ele já tivesse escrito a belíssima ‘Songbird’.

Mas vamos ao que interessa. O Oasis finalmente mostrou, nesse disco, um lado que eu sempre quis ver: um som mais pesado, com guitarras mais arrastadas e baterias mais fortes. Aliás, sem desmerecer o Zak (filho do Ringo Starr, que era o antigo baterista), o novato Chris Sharrok definitivamente deu uma pegada mais ‘rock’ às músicas. O resultado não poderia ter sido melhor. A banda alia no “Dig Out...” excelentes harmonias com ótimas letras, algumas ao velho estilo ‘Oasis’ de ser – tipo “Quem sou? De onde vim? Pra onde vou?” – e outras simplesmente falando de amor, aberta e diretamente. Estariam os irmãos briguentos amolecendo com a chegada aos 40, filhos e casamentos?

A muito boa ‘Bag it Up’ abre o caminho para ‘The Turning’ e a ótima ‘Watching the Rapture’, uma das músicas mais pesadas do álbum – não parece Oasis e até a voz do Liam tá diferente. Um fato curioso é a introdução...se fosse por ela, a banda poderia ter sido facilmente acusada de plágio, pois é exatamente igual à ‘Five to One’, do Doors.


Tô dizendo que é tudo marketing desses dois...


Depois da belíssima ‘I’m Outta Time’, de Liam, que contrariou sua dislexia e fez uma linda e nostálgica canção –, ‘Get off your High Horse’ quebra o ritmo do disco, com letra e harmonias simples, mas forte ao mesmo tempo e dá espaço a ‘Falling Down’ e seus primeiros acordes que lembram ‘Tomorrow Never Knows’, dos Beatles – só reforçando que haja o que houver, eles nunca vão parar com essa mania de imitá-los.

‘To Be Where There’s Life’ tem a velha influência de George. Eles adoram citar sua obra ‘inconscientemente’...a cítara aparece na introdução pra ressaltar a cultura hindu, seguida e amada pelo ex-beatle – em ‘The Hindu Times’ foi a mesma coisa. A base do baixo lembra uma ‘Taxman’ mais lenta. E pra fechar com chave de ouro, tem ‘Ain’t Got Nothing’, que eles tocaram em SP e foi a que mais me chamou atenção no show (infelizmente, visto pela TV). É a melhor do disco, a bateria é brilhante e gruda na cabeça.

Na minha opinião, o “Dig Out...” é cheio de sentimento, apesar da frieza já conhecida dos irmãos. As letras são bonitas, os arranjos estão muito bem feitos e o mais importante é que eles estão tocando rock’n’roll. O bom e velho! Mas tem aquela coisa do Oasis né...de ser um disco onde as músicas serão sempre ‘familiares’, aquelas que em certo ponto, você acha que já conhece, já ouviu...porque é uma característica típica deles – ‘The Shock of the Lightning’ ta lá pra provar. A diferença agora é que o som está realmente mais pesado e tem menos daquela coisa de guitarra elétrica e menos riffs também. Com certeza, um disco que superou os últimos trabalhos da banda, massacrados pela crítica – e que traz de volta à velha forma os irmãos Gallagher. Com ou sem briga, eles são muito bons!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ADEUS, JACKO!


Digam o que quiserem, mas hoje, dia 25 de junho de 2009, o mundo da música sofreu uma grande perda. Aos 50 anos, o cantor e ‘showman’ Michael Jackson, morreu após uma parada cardiorespiratória em sua casa, em Bel Air, Los Angeles.

Estava jantando quando vi o plantão e confesso que me deu um nó na garganta. Eu nunca fui fã de carteirinha, mas como qualquer pessoa que cresceu nos anos 80, conhecia muito o seu trabalho e claro, dancei muito ao som de “Thriller”, o disco mais vendido da história – meu pai tinha o vinil :)

Jackson começou a cantar e dançar aos cinco anos de idade, mas foi somente aos onze, como vocalista dos
Jackson 5 – banda composta pelos seus irmãos – que ele mostrou ao mundo o seu potencial. Depois de muito sucesso liderando o grupo, na década de 70 deixou a banda e partiu para uma carreira solo aclamada: cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995).

No entanto, Jacko, como era carinhosamente chamado pelos fãs, passou a vida enfrentando problemas pessoais, até que eles engoliram sua carreira e criatividade musical, dando lugar a um homem esquisito, que agia de forma cada vez mais doentia. Passando pela infância pobre e sofrida, agressões por parte do pai, uma transformação física absurda que fez com que ele ficasse ‘branco’ e irreconhecível, escândalos envolvendo acusações de pedofilia – mesmo sendo inocentado – , as bizarrices – o casamento com a filha de Elvis (hã?) –, entre gastos astronômicos com futilidades, a perda de grande parte da sua fortuna, a criação esquisita dos três filhos ‘mascarados’ e claro, a grande lacuna musical que deu espaço a todo esse caos em que viveu o cantor, nos últimos meses, os rumores de um câncer agressivo de pele deram início a novas especulações, que ficaram ainda mais fortes quando foi anunciada a transferência de alguns shows que ele faria em Londres. Seria o retorno do ‘Rei do Pop’ depois de dez anos longe dos palcos. Seria a retomada de uma carreira brilhante e eu queria muito ter visto.

Na verdade, o motivo do meu post, além de lamentar, é também pra falar um pouco sobre o grande legado deixado por ele. Michael Jackson praticamente inventou um novo jeito de fazer música, ou melhor, de aliá-la ao showbusiness e mesmo assim, conservar a sua identidade e acima de tudo, qualidade. Como todo mundo sabe, meu negócio é rock, mas em termos de pop - e se for pra gostar de pop - eu fico mesmo com ele e com sua ‘Billie Jean’, ‘Bad’, ‘Thriller’, ‘Beat it’ e “Black or White’. O cara criou o ‘moonwalk’, o passo mais louco e legal da música, aquela dancinha que no fundo, todo mundo já quis imitar, porque é simplesmente ‘cool’. Ele revolucionou a maneira de fazer clipes, transformando vídeos em verdadeiras produções cinematográficas, fez pop sem perder o ‘soul’, o gingado tão presente na música negra e formou parcerias memoráveis com grandes artistas, inclusive com o Paul McCartney. Enfim, o cara inovou sim! E era talentoso pra cacete!

E em meio a toda essa surpresa, a esse turbilhão de informações sobre a sua morte, não consigo deixar de imaginar o que realmente aconteceu com ele. Eu não digo hoje, mas ao longo dos anos...o que aconteceu com a sua vida? Com seu estado de espírito? Com sua sanidade... se ele estava realmente doente e foi isso que causou sua morte, que doença era essa? De onde ela veio? Da sua mente? Da sua alma? O homem pode mesmo reverter todo o sofrimento vivido em doença física a ponto de morrer por isso? Se sim, fico triste em pensar que talvez, um dos caras mais importantes da música, um ícone, um ídolo, amado por milhões de pessoas, tenha morrido sozinho em casa, sem ar e sem coração...

Só espero que o seu legado seja perpetuado – e sei que vai – pra que no futuro eu possa mostrar à minha filha o que esse cara fez. Porque é, sem dúvida, um trabalho que vale a pena ser mostrado. E quem sabe, agora ele vai poder descansar em paz de tudo que passou em vida...