sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Big Brother: o martírio nosso de cada dia...

Todo começo de ano traz um martírio pra mim: o Big Brother! Gente, eu sei que devo ser minoria - nunca vi uma coisa tão ruim dar tanta audiência como esse programinha - mas eu detesto!

Tudo bem, o primeiro, há quase dez anos atrás, foi uma novidade e eu assisti sim, não assiduamente, mas acompanhei. Agora já está bom, chega! Dez anos depois, a fórmula do programa é EXATAMENTE a mesma! Uma loira peituda, um gostosão sarado, um gay e UM negro (no máximo dois...patético...), um mais velho pra polemizar, um pobre pra comover e por aí vai...

Mas o que me intriga é como uma receita tão batida, previsível e chata ainda consegue causar esse impacto na televisão brasileira...cadê o conceito de qualidade? Um padrão mais alto como opção pra quem não gosta disso? Antes de mais nada, queria deixar bem claro que eu AMO televisão, sou viciada e o tempo que tenho livre, eu tô assistindo alguma coisa. Muitas vezes já me peguei vendo programas muito ruins mesmo, por curiosidade. Mas sério, o BBB, especialmente as últimas edições, têm sido tão chulas, uma exibição gratuita de bunda e peito, de ‘casos’ ensaiados pra ganhar a simpatia do público e principalmente, um show de horrores de personalidades humanas. Não tem um ser ali dentro que agregue nada de bom pra ninguém aqui do ‘lado de fora’. O pior de cada um é jogado, cuspido na cara do telespectador, que infelizmente, gosta...

E por mais que eu não acompanhe, todo mundo só fala disso, então eventualmente você acaba sabendo de alguma coisa. Eu, pelas chamadas que vi na TV, percebi que nessa edição a galera já mostrou que só quer mesmo a grana. Uns três participantes disseram em alto e bom som que “se precisar mentir, eu minto mesmo”. Olhe gente, eu não sou nenhuma santa, mas sei lá, me parece tão feio exibir seus piores defeitos em rede nacional e achar natural. Anyway...

Aliás, duas coisas básicas parecem motivar os milhares e milhares de vídeos que a Globo recebe de candidatos ensandecidos por uma vaga na casa: dinheiro e fama, embora eu ache a maior queimação do mundo ser taxado pra sempre de ex-BBB. Expectativa das mulheres após saírem da casa: Playboy. Dos homens: nenhuma, a não ser que seja o vencedor do milhão. É claro que existem exceções...poucas, mas existem. Ah, não vou citar nenhuma não! Muito chato...Fora o desperdício do talento de Pedro Bial, né...

Enfim, ainda tenho mais um ano (a Globo comprou um pacote de dez anos do programa e estamos no 9º) pra reclamar dessa programação sacal que é imposta pra um monte de gente. Eu, felizmente, ainda tenho a opção de ter uma TV a cabo, mas triste de quem não tem e não gosta do programa. Porque é isso, a novela da Record sobre os mutantes que dominam a Terra ou a novela de Íris Abravanel (mulher de Sílvio Santos) no SBT. AH!! Como pude esquecer? Tem Luciana Gimenez na Rede TV, aquele poço de sabedoria! :P É...na dúvida, melhor fazer como o pessoal do interior: ficar sentado na porta vendo o tempo passar...ou passar o tempo fazendo filho. :P

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Que venha 2009!

Final de ano é sempre a mesma coisa: aquela ansiedade pra que o próximo seja melhor e a sensação de que algumas coisas poderiam ter sido diferentes. Mas a vontade de se superar no ano novo é sempre maior nesse período e é basicamente isso que nos impulsiona a festejar, mesmo que o ano nem tenha sido tão bom assim.

Eu, particularmente, tive um ano atípico e difícil, mas posso dizer que termino 2008 me sentindo completa e feliz. E que todas as dificuldades só serviram pra me transformar em uma pessoa melhor, mais madura. E é esse o espírito do ano novo, não é? Clichê? Talvez, mas qual a virada de ano que não é?

“Então, amigos queridos, desejo a todos vocês um ano cheio de conquistas e vitórias. E muito aprendizado nas derrotas, porque elas também fazem parte do percurso. E vâmo simbora!”

Ps: Queria agradecer em especial, ao meu namorado, essencial na minha vida. Pelo cuidado, carinho, paciência (nossa, como eu sou chata às vezes!) e pelo amor, claro, sem o qual tudo teria sido bem mais difícil. Você é um dos meus melhores pedaços e tenho certeza que 2009 vai ser o nosso ano! Te amo sempre, o tempo todo.

Até 2009, galera! Beijo!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Quer uma experiência extra-sensorial? Vá num show da Madonna!

Eu sabia que isso ia acontecer! Na hora em que eu estava lá, em êxtase, vendo aquela mulher de 50 anos pulando corda com a habilidade de uma artista circense e se contorcendo em mil, eu pensei: "Porra, tenho que escrever agora o que eu tô sentindo, senão depois não vai ser a mesma coisa!". E eu tava certa!

Então, vou tentar sintetizar - mesmo sabendo que é difícil se tratando de uma estrela de uma grandeza como a de Madonna - e tentar explicar a sensação de ver a Diva ao vivo...
Chegamos ao Maracanã às 17h e logo eu pensei que ia ser uma merda pra entrar, pelo tamanho da fila e pela desorganização característica dos shows no Rio.
Mas para a minha agradável surpresa, entramos sem tumulto e sem demora. A adrenalina era geral e logo me fez pensar no poder que essa mulher exerce sobre tanta gente...é uma magia que não dá pra explicar e nem eu mesma entendia. Até sentir na pele.

O show estava marcado pra começar às 21h, mas 20h30 as luzes se apagaram e todo mundo tomou o maior susto! Era Madonna que surgia, ‘linda e loira’, sob a chuva que caiu torrencialmente o tempo todo. Putz! Foi uma sensação incrível! Ao som de ‘Candy Shop’, a loira deixou todo mundo meio anestesiado, com as luzes e o cenário incrível montado ali, bem na nossa frente. Eu, particularmente, passei a primeira música toda só analisando tudo que eu conseguia ver: palco, som, luzes, bailarinos, efeitos, telões e claro, a própria Madonna. E tenho que dizer, se eu chegar as 30 fazendo o que ela faz aos 50, vou me dar por satisfeita!

Depois ela cantou a animadíssima 'Beat Goes On’ e aí a platéia acordou e dançou junto, pulou, cantou, enfim, era perceptível a satisfação da galera brazuca, que como de praxe, conquista qualquer artista que se apresente por aqui. Seguido de ‘Human Nature’, com a participação de Britney Spears no telão, ‘Into the Groove’, ‘Die Another Day’, o show atingiu um dos pontos altos com 'She’s Not Me’, onde ela voltou a ser aquela Madonna que conhecemos e amamos, cheia de ousadia. Na canção, ela dança, se esfrega nos bailarinos e tasca o maior beijão em uma das dançarinas. E ainda toma o maior tombo. E daí? Quem liga? Ela é Madonna e pode tudo!

O momento baladinha do show ficou por conta de 'Devil Wouldn’t Recognize You’ e ‘Spanish Lesson’, onde ela mostra seus ‘dotes’ musicais no violão e capricha na voz, arrebentando em ‘You Must Love Me’, do filme Evita, que lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz em 96. Realmente, hoje, ela sabe cantar, mas a voz não é nem de longe a sua melhor característica. Imagina...

Ela mandou também ‘Miles Away’, feita para o ex-marido Guy Richie, ‘La Isla Bonita’, no momento cigano do show e 'Get Stupid’, emendada por ‘4 Minutes’ e claro, Justin Timberlake dividindo o palco com ela nos telões.

Mas pra mim, o ponto máximo do show foi a seqüência final, que começou com ‘Like a Prayer’, só que com uma batida mais rock, com uma guitarra mais pesada, tocada pela própria. O Maraca veio abaixo! Fãs enlouquecidos pulavam e cantavam ao som de um dos maiores hits dos anos 80. Foi incrível! Em seguida, ela emendou uma ‘Ray of Light’ eletrizante, acompanhada de um “Foda-se a chuva!”, para delírio geral, inclusive o meu, que já sem voz (e ainda sem voz) tentava cantar uns versos de umas das minhas músicas preferidas. Por fim, veio ‘Give it to Me’, fechando o espetáculo, um show que, com certeza, irá ficar na memória do público que enfrentou a tempestade carioca pra ver o furacão Madonna se apresentar na cidade depois de 14 anos.

Mas músicas e hits à parte, o fenômeno ‘Madonna’ é que deveria ser análise de estudo no mundo inteiro, porque ela é realmente inacreditável. Uma mulher que, aos 50 anos, transpira energia e força de uma maneira inacreditável e construiu uma carreira sólida ao longo de 25 anos, prezando por ela como uma mãe defendendo os filhos. Madonna cuida da sua carreira com o mesmo zelo e apreço que, imagino eu, ela deva ter pela própria vida e é firme no que acredita. Tanto que, no meio do show, eu me dei conta que todo esse escândalo em torno do seu divórcio deve ter magoado muito a cantora, famosa por ser durona. Ela deve estar sofrendo tanto, que converteu isso em trabalho, perfeccionismo e o famoso ‘foda-se ele, eu sou mais eu”. E é mesmo. Se a cada vez que Madonna tiver problemas de relacionamento e sair em turnê, ela só tem a ganhar. Porque a gente quer é ver essa Madonna cheia de fúria e raça em cima do palco.

Fora que o show é um momento único que deve ser apreciado não só pela diva em si, mas pela produção cinematográfica em que se tornou. Com telões gigantescos, o espetáculo traz uma iluminação impressionante e efeitos especiais fantásticos. Ela chega a colocar um cadillac em cima do palco giratório. Aplausos também para o esmero com que os bailarinos tratam as coreografias, com danças perfeitamente ensaiadas e ao mesmo tampo, tão naturais. Realmente, pra dançar com Madonna é preciso ser o melhor. E ela adorou o Rio. Ela sorriu mais que o normal, dançou mais, se esforçou mais e dava pra ver a sua satisfação em estar ali. Por um momento, achei que ela voltaria pra cantar mais umas duas...mas aí já era pedir demais, né? Tudo bem, eu já estava feliz da vida por ter podido testemunhar uma lenda viva mostrar e fazer jus ao título que lhe foi dado e é dela por merecimento absoluto: o de rainha!

Game Over? Espero que não! Pelo menos não tão cedo assim!

Vídeos que valem à pena

O tombo dela em ‘She´s Not Me’: http://br.youtube.com/watch?v=4kQOrP59Aa0

O começo triunfal, com ‘Candy Shop’: http://br.youtube.com/watch?v=3J-kGoki7hE

Melhores momentos do show pra mim, claro :P

1 – A minha entrada no Maracanã. Eu, que nunca tinha isso ao estádio, fiquei extasiada logo de cara com a grandiosidade da coisa e tudo aquilo que ele representa. Que lugar incrível...
2 – Uma discussão fantástica entre Paula e uma biba de três metros que queria ficar na frente da gente a todo custo. Mas o final foi o melhor...depois de um longo bate-boca, o cara disparou pra ela: “Vai fazer uma escova nesse cabelo, sua ridícula!” HILÁRIO!!
3 – Sem dúvida, ver meu namorado ‘roquenrou’ se render aos encantos da diva e pular freneticamente comigo ao som de Madonna. MARA!!!

MAIS MADONNA!!

Galera MARA!

Eu, Raquel e Dani...muita história pra contar! nhá!

O palco incrível!

Até meu namorado roquenrou se acabou no show! :P

Game Over? Pelo menos não tão cedo!











quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

GIVE IT TO ME, YEAH!


FUI VER MADONNA NO RIO!! NA VOLTA CONTO TUDO...
AI, QUE NERVOSOOOOOOO...NHÁ!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Fim da espera. Começo de uma era?

Depois de uma longa espera de 15 anos, nasceu!! Uma das gestações mais longas do rock terminou no último dia 23 e finalmente, fãs ansiosos e quase que incrédulos, já podem ouvir o ‘Chinese Democracy’, do Guns N’Roses. E gente, não adianta ficar naquela de “tá, grandes bostas! Viadagem da porra pra lançar um disco!”. O lançamento do CD é sim, um marco na história do rock mundial, não só pela polêmica causada pela demora e por gastos astronômicos, mas porque é Guns, né!

Bom, eu sou muito fã do grupo e mesmo que ele tenha perdido a metade de sua alma – Slash –, a outra metade está lá, viva! Independente das esquisitices de Axl, do seu perfeccionismo que beira a esquizofrenia, da desistência de inúmeros produtores ao longo desses 15 anos e 14 estúdios depois, ele mostra que ainda sabe fazer música. É claro, o disco tem algumas ‘faixas-deslize’, mas elas são recompensadas ao longo das 14 músicas que compõem o ‘Chinese’.

Andei lendo o que uma galera escreveu sobre o disco e as opiniões estão, definitivamente, divididas. Eu só ouvi ontem, embora algumas faixas já estivessem rolando na net há algum tempo. Ainda não sei ligar alguns nomes às músicas, porque baixei uma versão meio demo, com algumas instrumentais, mas ouvi todas. Geralmente, antes de escrever sobre algum disco, eu ouço várias vezes. Mas vou abrir uma exceção dessa vez e de antemão, digo logo: o disco é bom! Aliás, é MUITO bom!

Em primeiro lugar, a voz do Axl continua exatamente a mesma e isso, com certeza, já acalma os corações aflitos de fãs nostálgicos, sem ouvir nada da banda desde 1993. Em segundo lugar, as guitarras carregam nos timbres e riffs – algumas faixas contaram com até cinco guitarristas – e juro, em alguns momentos, parece que Slash está lá. Agora, uma coisa é certa: o CD não é caracterizado como um disco de hard rock, estilo que consagrou a banda. É uma ‘mistureba’ de montagens e muitas, mas muitas programações eletrônicas. O que é isso? Um ‘rockatronic’? Só sei que eu gostei.

Os ótimos momentos do disco, pra mim, foram a belíssima e orquestrada ‘There Was a Time’ (Axl sabe fazer músicas sobre corações partidos como ninguém!), ‘IRS’ (Guns de 1989 TOTAL! MUITO BOA!) , ‘Madagascar’ (letra e melodias lindas. Parece que Axl está ‘cantando’ a sua tão esperada volta...) e The Blues (uma introdução no piano que lembra ‘November Rain’).

As outras faixas eu considero momentos bons, mas confesso que ainda tenho que escutar mais, pra me situar melhor. O momento ruim pra mim foi ‘Catcher in the Rye’. Um adendo sobre essa música: quando Mark Chapman foi preso depois de matar Lennon, ele carregava debaixo do braço um exemplar de “O Apanhador no Campo de Centeio” (‘The Cather in the Rye’, de J.D. Salinger). Alguma a coisa a ver? Possivelmente, porque ela é melancólica e chata.

A faixa-título, ‘Chinese Democracy’ foi a mais detonada pela crítica, mas não é tão ruim assim. Ok, ok, ela tenta, descaradamente, ser ‘Welcome to the Jungle’, mas pô, toda banda tem um surto desses, de tentar fazer uma coisa tão legal quanto uma anterior e acabar caindo numa repetição, que geralmente é inferior. Aliás, o disco foi bem criticado por ser uma ‘colagem’ de coisas velhas. Fala sério! Toda banda tem uma característica e se ela tenta segui-la, neguinho diz que faltou criatividade. E aí se tentam fazer algo diferente, a galera cai em cima, dizendo que se perderam. Vai entender...

Se o ‘Chinese’ vai atingir as expectativas da indústria fonográfica, eu não sei. Mas acredito que os fãs do Guns e de boa música não ficarão desapontados. Resta agora torcer pra Axl aproveite mais a sua genialidade pro lado da produtividade e não descambe pra loucura, porque não sei se os fãs vão ter paciência pra esperar mais 15 anos por outro disco.

E por favor, pé na estrada, né meu filho!!

As faixas:

"Chinese Democracy"
"Shackler's Revenge"
"Better"
"Street Of Dreams"
"If the World"
"There Was A Time"
"Catcher In The Rye"
"Scraped"
"Riad N' The Bedouins"
"Sorry"
"I.R.S."
"Madagascar"
"This I Love"
"Prostitute"

PS: Li uma crítica na Rolling Stone americana que resume bem a minha opinião: “Vamos direto ao ponto: o primeiro álbum de inéditas do Guns desde o primeiro mandato de Bush é ótimo, audacioso, atordoado e intransigente. Em outras palavras, soa muito como o Guns que você conhece”.

É isso!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Go, Obama!


Ontem, depois do resultado das eleições nos EUA, eu estava conversando com meus pais sobre as possíveis mudanças que estão pra acontecer no mundo. Mudanças boas, espero. E um dos questionamentos levantados durante a conversa foi o seguinte: “Será que ele vai terminar como Luther King?”.

Eu vou repetir o que disse na ocasião: não estamos mais em 1968 e as mudanças vão acontecer, porque o mundo mudou. E mudou mesmo. Estamos em 2008 e pela primeira vez na história, um homem negro está comandando a maior potência mundial. É inédito e fantástico, principalmente se a habitual arrogância americana for levada em consideração. Aparentemente, as coisas mudam sim!

Desde ontem, vi imagens de cidadãos do mundo todo exaltando a capacidade de Barack Obama e apostando no seu governo e numa postura de líder mundial de respeito. É, eu sei...já não se fazem mais heróis como em 1968, mas quem sabe...quem sabe...


De qualquer maneira, é tranqüilizante saber que todo esse poder não está mais nas mãos de um sanguinário. Isso já é um fato de relevância incrível. Eu torci pela vitória de Obama e continuo torcendo. Acredito que esse tipo de comoção, de sentimento comum no mundo todo é a força motriz para qualquer mudança. Afinal de contas, esperança vai ser sempre esperança em qualquer lugar. E apesar da história de Luther King querer provar o contrário, ela é sim, a última que morre.